Pessoa

Gabriel Delanne

Engenheiro e pesquisador espírita francês

Gabriel Delanne

Gabriel Delanne (Paris, 1857 — Paris, 1926), engenheiro pela École Centrale de Paris e pesquisador espírita, foi o principal representante do espiritismo científico — a corrente que buscou demonstrar experimentalmente as proposições de Allan Kardec. Filho de Alexandre Delanne, amigo pessoal de Kardec, Gabriel cresceu no movimento espírita e dedicou a vida a dar-lhe fundamentação científica.

Contribuição

Enquanto Léon Denis expandiu o Espiritismo pela via filosófica, Delanne o fez pela via experimental. Sua formação de engenheiro lhe conferiu método e rigor: cada proposição é sustentada por casos documentados, experiências reprodutíveis e testemunhos verificáveis.

Seus temas centrais:
- A demonstração experimental do perispírito como organismo fluídico real
- A Imortalidade da Alma provada pelo desdobramento, pelas aparições e pelas materializações
- A reencarnação demonstrada por memórias espontâneas, casos de crianças prodígio e reminiscências verificáveis
- A evolução anímica desde os reinos inferiores até a humanidade

Obras Principais

  • A Alma é Imortal (1897) — 315 chunks. Demonstração experimental da existência do perispírito e da sobrevivência da alma, baseada em magnetismo, desdobramentos e materializações.
  • A Evolução Anímica (1895) — 245 chunks. A evolução do princípio espiritual desde os reinos inferiores, passando pela alma animal, até a consciência humana.
  • O Fenômeno Espírita (1893) — 219 chunks. Compilação e análise de fenômenos espíritas documentados cientificamente, incluindo os da Sociedade Dialética de Londres.
  • O Espiritismo Perante a Ciência (1885) — 330 chunks. Primeira grande obra: a defesa do Espiritismo frente à ciência oficial, tratando de magnetismo, sonambulismo, hipnotismo e mediunidade.
  • A Reencarnação (1924) — 299 chunks. Última grande obra: compilação de evidências experimentais da reencarnação — memórias espontâneas, casos anunciados, reminiscências verificadas.

Legado

Delanne presidiu a União Espírita Francesa e dirigiu a Revue Scientifique et Morale du Spiritisme por décadas. Sua obra antecipa em meio século os trabalhos de Ian Stevenson sobre memórias de vidas passadas (1960s-2000s). Morreu em Paris em 1926, um ano antes de Léon Denis.

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