Livro 1978

Agonia das Religiões

J. Herculano Pires — 1978

Agonia das Religiões

Estudo de J. Herculano Pires sobre a crise das religiões organizadas e a proposta espírita como forma pós-religiosa de religiosidade. A tese: as religiões são organismos sociais que nascem, crescem e morrem — e as religiões contemporâneas estão agonizando porque se recusaram a acompanhar a revolução cultural e científica iniciada no Renascimento, insistindo em impor a fé cega ao ser humano que já exige razões.

Estrutura (14 capítulos)

  1. Tempos de Agonia — Introdução: a crise religiosa contemporânea
  2. Agonia das Religiões — Religiões como seres sociais: nascem, crescem, morrem
  3. Religião como Fato Social — Abordagem sociológica (Durkheim, Weber) aplicada à religião
  4. A Experiência de Deus — A experiência mística como núcleo da religiosidade, distinta das formas institucionais
  5. Experiência no Tempo — Evolução da experiência religiosa ao longo da história
  6. Deus, Espírito e Matéria — A metafísica espírita como superação do dualismo
  7. A Criação do Homem — Evolucionismo vs. criacionismo; a posição espírita
  8. O Corpo-Bioplásmico — O perispírito confirmado pelas pesquisas soviéticas (Kirlian, corpo bioplásmico)
  9. Dúvida e Certeza — Da fé cega à fé racional
  10. Magia e Misticismo — Distinção entre práticas mágicas e verdadeira religiosidade
  11. A Cura Divina — Curas mediúnicas vs. curandeirismo
  12. Rito e Palavra — O ritualismo como morte da religião autêntica
  13. Revolução Cósmica — O Espiritismo como revolução cósmica da consciência
  14. O Problema da Violência — Violência e religião

A Posição Espírita

Pires expõe com clareza a posição singular do Espiritismo no campo religioso: "Kardec recusou-se a falar em Religião Espírita, sustentando que o Espiritismo é doutrina científica e filosófica, de conseqüências morais" (p. 37). Mas deu a essas consequências enorme importância ao considerar o Espiritismo como "desenvolvimento histórico do Cristianismo, destinado a restabelecer a verdade dos princípios cristãos."

O Espiritismo não tem sacramentos, sacerdotes, batismo, casamento religioso, confissão ou indulgência — tudo considerado de origem pagã e judaica. O "batismo do espírito" é a iniciação pelo estudo. A religião espírita é "em espírito e verdade" — sem templos obrigatórios, sem intermediários entre o homem e Deus.

Passagens Notáveis

"As religiões são seres sociais que nascem, crescem e morrem. São corporificações dos anseios de transcendência inatos no homem." (Resumo)

"A Cultura dividiu-se em duas áreas conflitivas: a religiosa e a profana." (p. 3)

Referências Cruzadas

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