Natal de Sabina
Poema narrativo do espírito Francisca Clotilde, psicografado por Chico Xavier, com apresentação de Meimei (Uberaba, 19 de março de 1977). Meimei descreve Francisca Clotilde como "mestra e amiga" e "colecionadora de informes, episódios, ocorrências e anotações em torno dos contatos de Jesus conosco." O poema narra a história de Sabina, uma mulher indigente que, na noite de Natal, é rejeitada por todos ao pedir comida e abrigo.
A narrativa em versos octossílabos descreve Sabina vagando pelas ruas iluminadas da cidade, sendo expulsa de uma casa ("O hospício fica mais longe") e humilhada numa padaria ("Peça bolo na cadeia"). Recolhida numa caixa de esgoto, ela reza pensando no filho Antoninho, morto aos oito anos. Jesus aparece como "homem moço em largo manto" e lhe devolve o filho. Os três partem juntos "em nave feita de estrelas", enquanto Sabina é encontrada morta na manhã seguinte, "um retrato da alegria". O poema é uma parábola sobre a caridade que o mundo nega e Jesus concede.
Temas centrais
- Caridade — a indiferença humana contrastada com a compaixão divina
- Jesus e os pobres — Jesus encontra Sabina onde ninguém a acolheu
- Fé — a prece de Sabina é ouvida apesar de seu abandono
- Desencarnação — a morte como reencontro e libertação